quarta-feira, março 22, 2006

Igreja de Santana


Como não podia deixar de ser, a Igreja Paroquial de Santana, tem como padroeira, Santa Ana, santa que deu nome ao local na altura do repovoamento.
Mandada construir em 1572, teve uma segunda fase de construção nos fins do século XVII, tendo os trabalhos terminado em Setembro de 1698.

terça-feira, março 21, 2006

Fonte do Jardim Pelado


Situada na Costa Sul da Madeira, a freguesia dos Prazeres, na Calheta, encerra em si inúmeras belezas que irão ser retratadas aqui no Vagueando pela Madeira.
Algo que despertou a minha atenção na última vez que lá estive foi a hospitalidade das gentes locais. Confesso que admiro aquelas pessoas por serem simples, mas ao mesmo tempo, muito nobres e extremamente simpáticas.
Outro facto interessante é o cuidado que as pessoas têm pelo “seu” património, nomeadamente as Fontes. Enquanto por lá andei encontrei pelo menos 3 (para minha grande felicidade, pois estava um belo dia de Sol) e todas estavam em perfeito estado de conservação; notava-se que tinham sido recuperadas há relativamente pouco tempo. Se não fosse a data inscrita no topo, eu diria que esta fonte – Fonte do Jardim Pelado – era bem mais recente. Apesar da sua boa aparência esta fonte já conta com 71 anos, tendo sido “inaugurada” no dia 20 de Outubro de 1934.

segunda-feira, março 20, 2006

Ilhéu do Porto da Cruz


Como o próprio nome indica, o Ilhéu do Porto da Cruz fica localizado, a pouca distância da costa da freguesia do Porto da Cruz, no concelho de Machico, mais propriamente em frente ao pequeno porto da freguesia.
O Ilhéu é ladeado por dois rochedos a quem se deram o nome de Baixa de Fora e Baixa de Dentro, respectivamente consoante a sua localização em relação ao Ilhéu do Porto da Cruz.

domingo, março 19, 2006

Jarro


Longe de olhares “indiscretos”, o Jarro – Zantedeschia aethiopica – esconde no solo um caule horizontal (particularidade desta espécie).
Embora não cresça muito em tamanho (cerca de 80/90cm) esta planta tem uma certa tendência para “espelhar-se”.
É muito frequente em zonas húmidas, como por exemplo nas ribeiras. Utilizada como planta decorativa, é também importada nos meses de floração (entre Fevereiro e Maio, principalmente).
As suas folhas verdes, repletas de “nervuras” são um pouco menores (em altura) em relação às flores e têm um “rebordo ondulado”.
As flores são brancas e possuem um espádice amarelo que surge do seu interior; o seu perfume é agradável e têm formato de funil com uma curvatura frontal.
Embora naturalizada na Região, é uma espécie originária da África do Sul.

sábado, março 18, 2006

Praia das Palmeiras



Localizada na freguesia e Concelho de Santa Cruz, a Praia das Palmeiras é uma das praias mais visitadas pelos veraneantes madeirenses.
Isso deve-se tanto à qualidade das suas águas como as boas instalações que lá encontra-mos, que ainda foram mais melhoradas com a criação de uma enorme promenade que vai desde a zona do aeroporto até ao Aquaparque, sem duvida uma excelente infra-estrutura, também não faltam lá elementos de diversão, tais como Gaivotas e insufláveis.
Outro pormenor importante na Praia das Palmeiras, é ser um local apropriado e seguro para levar crianças, pois existem locais de recreação e uma piscina onde elas podem iniciar a sua aprendizagem na natação, não esquecendo a existência de nadadores-salvadores.
Enfim um local a não perder para os amantes do mar.

sexta-feira, março 17, 2006

Azálea


Este arbusto pode atingir os 3m de altura. A Azálea – Rhododendron simsii – é também conhecida por Rododendro.
Para além deste pormenor, as folhas são pequenas (5cm aproximadamente), lanceoladas e peludas.
As flores têm mais ou menos a forma de um funil e as cores são das mais variadas: vermelho, branco, rosa, e até de duas cores – como na foto.
É um arbusto ornamental vindo de vários pontos do Continente Asiático. Aqui na Região fizeram-se “cruzamentos” de espécies, talvez com a finalidade de criar novos tons para serem exibidos entre Fevereiro e Maio (normalmente).

quinta-feira, março 16, 2006

Ceirão


Cesto feito de vimes, com forma oval, utilizado pelos pescadores como reservatório de peixes vivos para isca, tais como sardinhas (Sardina pilchardus), chicharros (Trachurus picturatus), guelros (Atherina presbiter) e outros peixes, na pesca ao Atum (Thunnus obesus) e Gaiado (Katsuwonus pelamis).
O Ceirão era rebocado pelo barco até ao local da pescaria, onde isco era lançado vivo, atraindo a pescaria ás canas de pesca.
Actualmente o uso do Ceirão foi substituído por aparelhos e tácticas mais modernas.

quarta-feira, março 15, 2006

Borragem


Planta anual, de caule espesso, ramificado e peludo cujo tamanho varia entre 20 e 60cm.
As folhas rugosas e ásperas são também peludas enquanto que as flores, de cinco pétalas que formam uma estrela, possuem uma cor azul/violeta
A Borragem – Borago officinallis – é uma planta de uso medicinal, eficaz para tratamento de bronquites, sendo também depurativa, calmante, laxante e anti-inflamatória, a sua ingestão é feita por infusão das suas folhas, tanto verdes como secas.
Também pode ser utilizada na culinária; as suas folhas cruas são servidas em saladas e há também quem utilize as suas flores na confecção de bebidas.
Aqui na Madeira a época de floração dá-se, normalmente, desde Março até Maio.

terça-feira, março 14, 2006

Monumento aos Varadouros



Em 2004 a Câmara Municipal do Funchal, procedeu a uma reorganização da parte sul da Avenida do Mar, aquilo que eram estacionamentos, deu lugar a uma zona com bancos e espaços verdes e algumas esculturas. Foi uma medida correctíssima, pois aproximou as pessoas a um local privilegiado à contemplação da nossa lindíssima baía, e que estava a tornar-se num local de delinquência.
Uma das esculturas colocadas no local foi o Monumento aos Varadouros, que pretende homenagear aqueles homens que com muito sofrimento, desembarcavam pessoas e objectos, carregando-os às costas até terra firme.

segunda-feira, março 13, 2006

Crássula


Apesar do seu nome científico sugerir uma origem no Paraguai, na realidade a Crássula – Graptopetalum paraguayense – é originária do México.
É uma espécie suculenta com um formato parecido ao do Ensaião, mas com pétalas mais gordas e bicudas. A cor das suas folhas é verde/acinzentado e medem cerca de 5cm (as mais antigas); ao crescerem, estas aglomeram-se umas em cima das outras criando um “padrão” lindo de se ver.
As flores parecem-se com as estrelas e têm uma beleza particular pela combinação do branco circundante com o laranja/rosado do seu centro (que faz lembrar uma coroa).
É uma flor que “pega” de folha (termo popular usado quando ao colocar uma folha na terra esta germina e transforma-se numa linda planta) e cuja época de floração acontece normalmente entre Fevereiro e Abril.

domingo, março 12, 2006

Jardim do Mar


Pequeníssima freguesia do Concelho da Calheta, o Jardim do Mar não é mais do que uma fajã formada a partir do desmoronamento de terrenos.
Os primeiros colonos ficaram surpresos, por encontrar numa zona de grandes rochedos escalvados, uma pequena terra repleta de flores silvestres, dando-lhe por isso o nome de Jardim, que com o decorrer do tempo passou a Jardim do Mar, para o diferenciar do Jardim da Serra.
Apesar de ser uma zona costeira, a sua principal actividade sempre foi a agricultura, muito por culpa da grande fertilidades dos seus solos, o antigo engenho, hoje em ruínas é prova de que deve ter sido uma zona de grande produção sacarina.
Nos últimos anos o Jardim do Mar, é mais conhecido pelas suas ondas, reconhecidas pelos surfistas como as melhores de Portugal para a pratica do surf, levando a que o Jardim do Mar acolhesse competições nacionais e até internacionais, e pela promenade, construída pelo governo regional em 2004, bem aproveitada por residentes e turistas para passar bons fins de tarde.

sábado, março 11, 2006

Cleópatra da Madeira


Uma borboleta que se confunde com a Maravilha – Colias crocea – a Cleópatra da Madeira – Gonepteryx maderensis – é um pouco maior e mais vistosa.
A fêmea é mais clara que o macho, o seu amarelo é muito claro, enquanto que o macho possui um amarelo mais consistente que se mistura com o laranja nas asas superiores e com o esverdeado nas asas inferiores.
É uma espécie cujo habitat restringe-se às zonas de Laurissilva, mas não é incomum encontrar alguns exemplares em locais fora da dita Floresta, alimentando-se do néctar das flores, principalmente de Agapantos, mais conhecidos por Coroas de Henrique.
É considerada uma borboleta rara, mas as estatísticas podem estar enganadas pois muitos indivíduos desta espécie deixam-se estar no alto das árvores da Laurissilva, local onde preferem estar, talvez para não serem “incomodados”.
É mais abundante nos meses quentes do Verão e menos frequentes durante o resto do ano.
Quanto à alimentação, para além dos Agapantos – Agapanthus africanus – temos ainda o Sanguinho – Rhamnus glandulosa.

sexta-feira, março 10, 2006

Capela de São José


Capela que como o próprio nome indica é dedicada a São José, localizada no centro da Vila da Camacha, junto ao Largo da Achada, freguesia da Camacha, concelho de Santa Cruz.
Inaugurada no ano de 1928, a Capela de São José foi mandada construir por Alfredo Ferreira de Nóbrega.

quinta-feira, março 09, 2006

Sorveira


A Sorveira – Sorbus maderensis – também conhecida por Tramazeira, é uma rara árvore endémica da Madeira.
É uma espécie de médias dimensões (3 a 4m) que se desenvolve em zonas de grande altitude (acima dos 1.500m), frias e ventosas – normalmente cresce em escarpas de difícil acesso.
As folhas desta espécie são de um verde muito vivo e aglomeram-se em pequenos galhos que cobrem grande parte da árvore.
As flores são brancas (por vezes adquirem uma cor mais amarelada, mas muito suave) e surgem no mês de Junho.
Quanto aos frutos esses aparecem lá mais para o fim do Verão, são muito pequenos que compõem cachos de tamanho médio e têm uma cor laranja/forte a vermelho intenso.
A erradicação do gado das serras livrou esta espécie da extinção e nota-se agora um pequeno aumento deste endemismo (principalmente na área do Parque Ecológico do Funchal).

quarta-feira, março 08, 2006

Homenagem à Florista



Obra do escultor peruano naturalizado brasileiro, Mário Agostinelli, que pretende homenagear, as tradicionais floristas madeirenses, que há muito fazem parte do cartaz turístico da ilha da Madeira.
Durante muitos anos esteve exposta no Hotel Atlantis Madeira, mas com a demolição deste, foi oferecida à autarquia de Santa Cruz, que a colocou nos jardins da actual Casa da Cultura de Santa Cruz, a Quinta do Revoredo.

terça-feira, março 07, 2006

Bis Bis


O Bis Bis – Regulus ignicapillus madeirensis – é uma subespécie madeirense. É também a ave mais pequena existente na Região que pode ser facilmente identificada pelo seu “nervosismo”, pois é muito irrequieta, e pelo seu canto, que soa como o próprio nome: bis bis.
Pode ser visto em três tipos de habitats: Floresta Laurissilva, Floresta Exótica e áreas agrícolas, mas somente pode ser observada em zonas altas. É muito apreciadora de zonas onde as Urzes abundam.
A sua alimentação resume-se aos insectos que caça nos ramos dessas mesmas Urzes e restante vegetação de altitude.
Frequentadora comum das nossas Levadas, tem vindo a aumentar o seu número de indivíduos, facto que pode ser comprovado com uma boa caminhada ou um simples passeio às “zonas altas”.
Os sexos diferenciam-se pela cor da “crista”: o macho tem-na laranja e a fêmea amarela.
Os seus ninhos têm dimensões reduzidas, tal como os próprios indivíduos, são construídos em arbustos e ocupados entre Maio e Julho.

segunda-feira, março 06, 2006

Central da Ribeira da Janela


Com o aparecimento da luz eléctrica na Madeira, foram aparecendo também as Centrais Eléctricas, sendo que uma delas foi construída na freguesia da Ribeira da Janela, concelho do Porto Moniz, mesmo junto á foz da ribeira.
Inaugurada a 26 de Setembro de 1965, a Central da Ribeira da Janela, funciona com as águas captadas na ribeira da Ribeira da Janela, conduzidas através da Levada da Ribeira da Janela até à câmara de carga, localizada no sitio dos Lamaceiros.
Dado a localização da Central, mesmo á beira do mar, as aguas depois de utilizadas não têm reaproveitamento.

domingo, março 05, 2006

Futebol na Madeira


E porque também assistimos a estas imagens ao vaguear pela Madeira, achei por bem partilhar este momento com todos os nossos visitantes.
Este fim-de-semana a equipa de juvenis do FC Porto jogou com o Câmara de Lobos, saindo derrotada por 2-1; e a equipa do FC Porto B jogou com o Pontassolense (II Divisão - série B) saindo derrotada por 2-0.
Realmente foi um fim-de-semana azarado para o FC Porto a jogar aqui na Região.
Sem querer “puxar a brasa à minha sardinha”, as equipas madeirenses estiveram claramente melhor que as visitantes e isso notou-se principalmente na II Divisão, com o FC Porto a ter muita dificuldade em chegar à baliza do Pontassolense.
Mas felizmente para os adeptos do FC Porto (que não é o meu caso) o último jogo do dia (FCP – CDN) revelou-se favorável ao 1º, tendo ganho a partida por 3-0.

sábado, março 04, 2006

Engenho do Porto da Cruz


Durante muitos séculos a Ilha da Madeira foi famosa pelo comércio do açúcar, existindo um pouco por toda a ilha, engenhos que transformavam a cana-de-açúcar, em açúcar, mel e aguardente, chegando a quase duas dezenas nos princípios do século XX.
Na freguesia do Porto da Cruz, concelho de Machico encontramos um dos 3 engenhos de açúcar que ainda funcionam na Ilha da Madeira, pertencendo à Companhia dos Engenhos do Norte.
Em funcionamento desde o ano de 1927, o Engenho do Porto da Cruz, actualmente apenas produz Aguardente e mel.

sexta-feira, março 03, 2006

Intrometida


Planta herbácea muito duradoura e vivaz, a Intrometida – Erigeron karwinskianus – é uma verdadeira infestante. É muito comum observá-las junto às Levadas durante as caminhadas, principalmente entre Março e Setembro – época de floração desta espécie.
Apesar de ser resistente aparenta ser uma planta fraca pelo seu tamanho. É um pouco pequena, mas é muito ramificada, com folhas lanceoladas com cerca de 2 a 3cm.
Possui muitas flores brancas e rosas (algumas flores apresentam ambas as colorações), com o centro amarelo. A flor é parecida com o malmequer, mas as suas pétalas são muito mais pequenas, fininhas e numerosas.
Esta espécie, também conhecida por Floricos, é originária do México.

quinta-feira, março 02, 2006

Igreja de Campanário


Situada no centro da freguesia do Campanário, concelho da Ribeira Brava, a Igreja Paroquial de Campanário foi edificada no ano de 1683, sendo o seu padroeiro São Braz, padroeiro dos animais selvagens e muito procurado para bençãos a quem sofre de doenças de garganta.
A festa principal da paróquia é realizada no dia 2 Fevereiro, véspera do dia de São Braz.

quarta-feira, março 01, 2006

Manacá


Como o próprio nome indica, o Manacá – Brunfelsia calycina – é um arbusto originário do Brasil.
Normalmente não atinge grandes dimensões, mas há sempre aqueles exemplares que “fogem à regra”.
As folhas verdes são rígidas, lisas e brilhantes. As flores violetas (médio a claro) costumam cobrir o arbusto quase completamente na época de floração que vai desde Abril a Junho e volta a repetir-se no Outono.
O seu ambiente preferido é quente e um pouco sombrio.

terça-feira, fevereiro 28, 2006

Carnaval


A tradição do Carnaval na Madeira já é muito antiga, nos primórdios eram caracterizadas por mascarados com roupas velhas e esfarrapadas, munidos com bumbos e outros objectos que fizessem som, que percorriam as ruas e sítios, celebrando cada um à sua maneira, sempre com muitas brincadeiras, muita loucura e boa disposição, as classes mais abastadas tinham os célebres Bailes de Carnaval ou de máscaras.
Actualmente o Carnaval na Madeira é marcado pelos inúmeros desfiles que ocorrem um pouco por toda a ilha, sendo os mais importantes aqueles que acontecem no Funchal, o Cortejo Alegórico, que se realiza no sábado anterior ao dia de Carnaval, transformado em cartaz turístico, onde primam as trupes com os seus figurantes, indumentárias e movimentos todos organizados ao pormenor, e o cortejo Trapalhão, que se desenrola na Terça-feira de Carnaval, é um cortejo popular onde participam todos os interessados, sem muitas preocupações, onde reina a boa disposição e o divertimento, sendo famoso e até bastante aguardado, por lá normalmente aparecerem caricaturas a personagens públicas e acontecimentos mediáticos.
Bom Carnaval, e não esqueçam a velha máxima “ É CARNAVAL, NINGUÉM LEVA A MAL”.

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Narciso


Narcisos ou Junquilhos – Narcissus pseudonarcissus – são plantas herbáceas que fazem parte das espécies bulbosas, muito utilizadas como ornamentação. Os exemplares mais bonitos são aqueles que crescem sem muitos cuidados, em estado quase selvagem. Digo quase porque todos os exemplares que já vi foram plantados.
Pode ser plantada em qualquer época do ano em todo o tipo de habitat, excepto em locais muito húmidos, pois o excesso de água pode apodrecer o bolbo.
A flor solitária na sua espiga parece uma estrela e possui uma espécie de “trombeta” frontal não muito grande. Essa “trombeta” varia de cor, assim como o resto da flor – existem flores brancas com “trombeta” rosa, brancas com “trombeta” amarelada, existe-a toda amarelada e existe também flores amareladas com “trombeta” laranja (estas foram as únicas cores que tive oportunidade de observar).
As folhas verdes são suculentas, resistentes e erguem-se para o alto, firmes e hirtas, rodeando a flor.
A floração dá-se no final do Inverno e princípio da Primavera.

domingo, fevereiro 26, 2006

Serra de Água



Freguesia do concelho da Ribeira Brava, a Serra de Água encontra-se a cerca de 8 Km do centro do concelho.
Situada num vale atravessado por inúmeros cursos de água, a principal riqueza da Serra de Água foi desde o início a sua enorme mancha florestal, por isso não é de estranhar que a silvicultura tenha sido a primeira indústria a fixar-se na zona. Para isso foram construídos, pequenos engenhos ao longo das ribeiras da freguesia, utilizados para a serração das madeiras, vindo daí o nome pelo qual é conhecido a freguesia, Serra de Água.
Ao longo dos tempos a agricultura e a pecuária foram as actividades predominantes, embora nos últimos tempos, a exemplo de todo o arquipélago tenha havido um decréscimo no numero de pessoas que escolhem estas actividades para subsistir.

sábado, fevereiro 25, 2006

Amanita-mata-moscas


Sabe sempre bem recordar imagens dos tempos em que éramos crianças. Desta vez, optei pelos cogumelos, aqueles vermelhinhos com pintinhas brancas.
Também conhecido por Mata-bois ou Frades-de-sapo, o Amanita-mata-moscas – Amanita muscaria – é uma espécie venenosa. Ao surgir do solo é uma bolinha totalmente branca, ganhado cor e forma com o tempo.
O seu chapéu começa por ser uma bola e ao evoluir torna-se num círculo achatado (em alguns casos parece uma pizza); as cores já todos nós sabemos: vermelho com pintinhas brancas (com a maturidade as pintinhas vão desaparecendo, até que por fim restam muito poucas). Por debaixo do chapéu, este cogumelo é todo preenchido por lâminas brancas. Ainda referente a esta parte da espécie, é curioso as formas que alguns ganham por apanhar muita chuva: ficam quase totalmente voltados para cima exibindo as suas lindas lâminas e nunca escondendo a sua bela cor.
Quanto ao pé, o comprimento varia de indivíduo para indivíduo, mas normalmente é alongado, a sua base é arredondada e mais larga que o resto do pé; para além de todas estas características, a mais importante é a existência de um anel descendente e com final frisado (muito semelhante a um véu).
É muito importante ter sempre em mente que esta é uma espécie venenosa.

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Capela de Santo Amaro



Localizada na Cidade de Santa Cruz, a Capela de Santo Amaro foi construída em 1641, mas depois de alguns anos votados ao abandono voltou a ser reconstruída no ano de 1922.
Nos dias 14 e 15 de Janeiro de cada ano realiza-se nesta Capela uma das mais importantes festas religiosas do concelho de Santa Cruz, em honra ao seu padroeiro, Santo Amaro, que segundo a tradição local, marca o encerramento das festividades natalícias “limpando-se os armários”.

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Cabana do Dr. Rui Silva


Adquirida em 2005 pela Associação dos Amigos do Parque Ecológico, a Cabana do Dr. Rui Silva (denominada assim em homenagem ao seu antigo proprietário que por muitos anos dedicou-se à defesa do património natural madeirense) será o futuro Campo de Educação Ambiental do Cabeço da Lenha.
É uma pequena cabana que foi construída em 1967, situada entre o Poiso e o Pico do Areeiro e está inserida num terreno com 53.500 m2.
Tem sido alvo de recuperação e manutenção por parte dos voluntários desta associação, que para além da cabana, têm dedicado especial atenção à remoção de espécies infestantes e plantação de espécies endémicas.
Resta-nos esperar pela conclusão dos trabalhos e para isso nada melhor do que “dar uma mãozinha”, afinal nós também somos um pouco responsáveis pelo sucesso deste projecto.

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Incenseiro



Muitas das plantas introduzidas na Madeira vieram a tornar-se problemáticas, devido ao seu carácter infestante, o Incenseiro – Pittosporum undulatum – é uma delas.
Originária da Austrália, o Incenseiro foi introduzido na Madeira como árvore de ornamentação, principalmente nas muitas quintas da região, muito devido às suas belas e super aromáticas flores brancas.
Embora algumas vezes apareçam como arbustos, podem atingir os 8 metros de altura, tendo um crescimento algo lento, pouco exigente em cuidados, muito resistente ao frio e à seca.
Uma das razões para o seu sucesso, e rápida propagação são as suas bagas alaranjadas, que dão ar da sua graça entre Novembro e Janeiro, muito apreciadas pelos pássaros, que sem intenção as semeiam por todo o lado.
Importante não confundir o Incenseiro com o Mocano – Pittosporum coreacum – este sim, natural da Madeira e em grande perigo de desaparecimento.
O Incenseiro também é conhecido pelos nomes de Pitósporo e Árvore do Incenso.

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Cisne-Branco


Já todos nós ouvimos falar da Gripe das Aves e sabemos também que a ilha da Madeira está na Rota de Migração de várias aves.
Este cisne é um de três que ornamentam a Lagoa do Jardim Municipal do Funchal e a sua permanência neste local é um pouco incerta, uma vez que a doença já “entrou” na Europa.
O Cisne-Branco – Cygnus olor – é uma ave aquática facilmente reconhecido pelo pescoço longo e patas curtas.
A distribuição desta espécie é diversificada, visto que foi introduzida em vários pontos do globo como ave ornamental de jardins e parques. Contudo sabe-se que é originária da Eurásia.
É uma ave que mantém uma relação monogâmica que só é quebrada quando a nidificação falha. A postura costuma ter entre 3 e 8 ovos.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Monumento ao Futebol



O que é que a Camacha, tem a ver com o futebol?
Por um lado temos uma terra tradicional, que encanta as pessoas pela sua beleza natural, pelas suas quintas e flores ou ainda as famosas obras em vime, não esquecendo o ar sempre saudável e fresco.
Por outro lado temos o futebol, um desporto que move fortunas e multidões, empurradas por emoções nem sempre bem geridas.
Realmente a Camacha e o futebol têm pouca coisa a haver uma com a outra, ainda para mais quando o clube da terra, pertence aos escalões secundários.
Ora bem, fiquem sabendo os mais distraídos, que foi na Camacha que se jogou futebol pela primeira vez em Portugal, no ano de 1875.
Os menos crentes dirão, porquê na Camacha, a resposta está nos muitos ingleses que visitavam e até viviam naquele sítio, e como o futebol moderno foi desenvolvido pelos ingleses, não foi muito difícil acontecer.
Por este facto, foi erigido um monumento no Largo da Achada, local onde crê-se ter sido disputado o primeiro jogo.

domingo, fevereiro 19, 2006

Malva


Planta ornamental muito comum nos jardins ou em simples “beiras de estradas”, que propaga-se com certa facilidade.
As suas folhas verdes são aveludadas, têm forma mais ou menos arredondada com “contorno” irregular. Algumas espécies híbridas apresentam folhagem lisa e brilhante, parecendo folhas de plástico.
As flores estão dispostas aos “molhos” e têm várias cores – vermelho, rosa/claro, rosa/escuro e algumas colorações “matizadas” (como o exemplo da foto).
É uma espécie originária da África do Sul e floresce durante quase todo o ano aqui na Madeira.

sábado, fevereiro 18, 2006

Achada do Teixeira


Sítio da freguesia de Santana, a Achada do Teixeira, é um planalto situado a 1592 metros de altitude famoso por albergar duas formações rochosas bastante visitadas por turistas e residentes, o “Homem-em-pé” e a “Cara”, ambas já divulgadas neste espaço.
Foi construída lá uma casa, pertencente à Direcção Regional de Florestas, utilizada actualmente para recreio das famílias, sendo também através da Achada do Teixeira a maneira mais rápida e fácil de alcançar o Pico Ruivo, pois são apenas 3 km de distância por uma vereda segura e em muito bom estado.
É necessário ter atenção, ao facto de estrada que nos leva até a Achada do Teixeira, estar encerrada no Pico das Pedras a partir das 19 horas, só voltando a abrir às 7 horas da manhã.

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Azeda


Quem não se recorda destas deliciosas plantinhas que costumávamos “comer” quando éramos crianças? Ainda hoje fico babando quando me lembro desses bons velhos tempos.
Hoje sei muito mais sobre estas plantas do que sabia antes. Sei, por exemplo, que também são conhecidas por Catarineta.
Estou a falar das Azedas – Oxalis pés-caprae – planta herbácea muito suculenta e amarga.
As suas flores são amarelas e possuem pétalas lisas ou frisadas e são sustentadas por um caule verde (parte da planta que costuma ser “consumida”). Um caule pode ter várias flores.
As suas folhas verdes são parecidas com trevos.
É uma espécie mais ou menos infestante naturalizada na Região e costuma florescer entre Novembro e Maio.

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Ramaria flava


Já foi falado neste espaço, a riqueza que a Madeira apresenta em fungos e cogumelos, ora aqui temos mais um fungo, que para não variar apresenta uma forma curiosa, a de um coral.
Muito ramificado, e de cor amarelo ovo, mas com base branca, o Ramaria Flava apresenta ramos em forma de U ou V, que normalmente acabam em duas pontas, podendo atingir os 20 cm de altura.
Cresce no solo, em zonas pouco expostas ao sol e ricas em folhas caídas ou matas humídas, sendo comum na Madeira de Outubro a Março.

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

O Barqueiro


A estátua “O Barqueiro” está situada numa praça com o mesmo nome, na ilha do Porto Santo.
Foi construída com o intuito de homenagear os marinheiros que lutaram para minorar o isolamento ao qual a ilha estava sujeita. Foram os homens que fizeram-se ao mar para salvar vidas ou simplesmente para ir em busca de comida. Foram uma “classe” muito importante que viveram numa época onde a ilha dependia do mar e dos barcos para “tudo”.
Confesso que, apesar de colocarem lá a estátua, a homenagem não foi feita por completo, já que a informação sobre a mesma é pouca ou nenhuma.
Acho que tantos os homens que viveram uma vida de sacrifício em prol de uma ilha isolada como as suas famílias dos mesmos que passaram por desgostos e privações provocados pelo mar mereciam pelo menos um “cantinho” de destaque no site da Câmara Municipal local.
Julgo que foi inaugurada em Agosto de 2003.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Vespa-do-Papel



Quem nunca apanhou um valente susto com este pequeno insecto?
Na Madeira temos algumas espécies de Vespas, hoje resolvi destacar a Vespa-Papel – Polistes dominulus.
O seu nome deve-se ao facto de os seus ninhos serem construídos por um produto, muito semelhante ao papel, aliás, crê-se que o chines T'sai Lun, quando inventou o papel à 2000 anos fê-lo observando as vespas, por isso acho legitimo afirmar que foram estas os primeiros fabricantes de papel do mundo.
Uma das espécies de vespas mais abundantes não só na Madeira como no mundo inteiro, curiosamente apesar disso, não costuma formar colónias com muitos indivíduos, outra característica desta vespa é a sua preferência em construir os seus abrigos em construções humanas, sendo normal encontra-los nos beirais das casas.
Esta grande aproximação ao homem leva a muitos conflitos entre ambos, sendo por isso a vespa mais reconhecida mundialmente e por consequência a mais temida.

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Melro Preto


Turdus merula cabrerae é uma espécie numerosa e dispersa, pode ser encontrada em vários habitats, desde as zonas mais altas às zonas mais baixas.
É facilmente identificada pelo seu canto que é muito forte e bonito. Apesar de serem muito parecidos, o macho e a fêmea têm coloração diferente. O macho é preto, tem bico e anel à volta do olho alaranjados no Verão (no Inverno estes ficam com uma cor mais clara, como o beige). A fêmea é mais acastanhada, o seu peito é malhado e o bico é escuro. Durante o voo, o bater de asas assemelha-se a um “tique nervoso”, por ser muito rápido no abrir e fechar de asas. O seu andar é cómico, é uma ave que costuma andar aos saltinhos (mais ou menos como o Corre-Caminhos).
Os ninhos do Melro Preto são construídos em árvores e possuem uma base lamacenta em cima da qual são colocados os ramos e outros materiais utilizados.
Nesta espécie a postura costuma variar conforme o local onde está construído o ninho, mas os meses em que são mais frequentes são Abril e Maio. Os 3 ou 4 ovos que compõem essa mesma postura variam de coloração, mas a mais frequente é azul com pintinhas castanhas. Depois de uma incubação de duas semanas feita pela fêmea, nascem os filhotes que são cuidados pelo casal durante três semanas e meia (aproximadamente).
Bonito de se ver é a preocupação dos progenitores durante as “aulas” de voo. Ao observar este espectáculo torna-se evidente (no comportamento dos filhotes) o sentimento de descoberta e entusiasmo.

domingo, fevereiro 12, 2006

Pilar de Banger


Durante cerca 140 anos a cidade do Funchal, foi conhecida, retratada, pintada e descrita como um local onde existia uma enorme coluna de pedra com cerca de 30 metros de altura e 3 metros de diâmetro, essa coluna tinha o nome de Pilar de Banger, em honra ao homem que a mandou construir, John Light Banger, um comerciante inglês.
O enorme Pilar foi construído com pedra retirada da pedreira do Cabo Girão e ficou concluído no ano de 1798, tendo como primeiro utilidade o transporte de mercadorias entre os barcos e a terra, por meio de guindastes colocados nele e como um local de sentinela contra navios piratas, sendo mais tarde usado pelos Blandy como posto de sinais para a navegação.
Mas eis que no ano de 1939, alguém teve a infeliz ideia de o destruir, com o objectivo de construir a actual Avenida do Mar, apesar de muitos protestos da população e imprensa, a destruição do Pilar de Banger deu-se em Agosto do mesmo ano.
Em 1987 foi reconstruído parcialmente com algumas pedras originais, não muito longe do local onde primitivamente fora construído.
É certo que jamais poderá ser apagado o erro cometido em 1939, mas pelo menos com esta iniciativa, as pessoas vão ficar sempre a saber que em tempos existiu o Pilar de Banger.
Como curiosidade refira-se que algumas pedras do Pilar de Banger encontram-se na Quinta do Palheiro Ferreiro.

sábado, fevereiro 11, 2006

Cardo


O Cardo – Cynara cardunculus – ou Pencas, nome pelo qual é também conhecido, é uma planta herbácea muito duradoura e pode medir até 80cm de altura.
É muito conhecido pelos seus numerosos espinhos, que estão presentes tanto nas flores como nas folhas.
As folhas são um pouco “esqueléticas”, medem cerca de 45cm de comprimento e a sua coloração é verde/esbranquiçada.
Quanto às flores, existem em tons rosa, lilás ou até mesmo branco (sendo que esta última cor é um pouco mais rara de se encontrar), são terminais e têm uma postura majestosa e firme.
É considerada por alguns uma invasora, já que tem uma certa facilidade de propagação e resiste bem em ambientes secos.
Normalmente a floração desta espécie indígena da Madeira acontece entre Julho e Outubro, mas não é incomum encontrá-las em flor “fora” deste intervalo de tempo devido aos diferentes climas que existem na Madeira. Não é em vão que dizem que a Madeira é a terra das 4 estações.

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Fruto delicioso


Fruto Delicioso é o nome popular dado aqui na Madeira, ao fruto da Costela-de-Adão – Monstera deliciosa – que é uma planta trepadeira, muito comum nos jardins e quintas da Madeira, cultivada normalmente em zonas de sombra junto a paredes ou estacas, fazendo com que ela atinja por vezes os 3 metros de altura.
Voltando ao fruto, ás vezes parece ser mais conhecido ou pelo menos, mais consumido pelos curiosos turistas do que propriamente pelos residentes, mas se há nome bem empregue é o seu, pois trata-se de um fruto bastante delicioso, com um perfume muito agradável.

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Laurissilva


Esta foto (sequência de 7 fotos unidas numa única - panorama) foi tirada num pequeno miradouro logo abaixo do Ribeiro Frio.
Achei importante partilhá-la convosco pelo simples facto de 2006 ter sido declarado pela O.N.U. como o Ano Internacional dos Desertos e da Desertificação.
Nós como sociedade devemos fazer um esforço acrescido para combater a desertificação aqui na Região, devemos orgulhar-nos de possuir a maior “mancha” de Floresta Laurissilva, que foi declarada Património Natural Mundial da Humanidade pela UNESCO em 1999 e temos a obrigação de manter este Património para que as gerações seguintes possam usufruir dos mesmos prazeres que nós agora usufruímos. Para que possam conhecer a “verdadeira” Madeira.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Ilhéu de Câmara de Lobos



Tem o nome de Ilhéu, mas não o é, ou melhor, segundo alguns historiadores já o foi, mas devido ao deslizamento de terras da costa, o braço de mar que separava o ilhéu da costa desapareceu.
Ao longo dos tempos o Ilhéu ficou conhecido por albergar a classe piscatória, sendo famoso pelos problemas sociais existentes e por ser uma zona de pobreza.
Nos últimos anos o Ilhéu tem conhecido uma grande intervenção por parte da autarquia, quer na renovação de algumas habitações como na destruição daquelas que já não era possível renovar, substituindo-as por um enorme jardim, descaracterizando o Ilhéu tal como nos o conhecíamos, mas sem sombra de duvida dando uma imagem mais positiva aquele local.
Por isso é com alegria que vejo o esforço da tutela para dar uma imagem mais dignificante a um local que segundo a história albergou a primeira casa de João Gonçalves Zarco na Madeira.

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Violeta-Brava


Pequena e delicada planta herbácea que na Madeira floresce durante todo o ano.
A Violeta-Brava – Viola riviniana – é um pouco parecida com o Amor-perfeito, mas ao contrário deste, possui uma beleza selvagem muito característica. Gosta de ambientes húmidos. A cor das flores é como o próprio nome indica, violeta, e normalmente são pequenas, atingem no máximo 3cm. As folhas são mais pequena que as flores, mas não são sensíveis, são um pouco mais grossas e tem uma textura macia.

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Capela do Ribeiro Frio


O Ribeiro Frio é famoso pelos seus viveiros de trutas e plantas endémicas da Madeira, sendo um local de extrema beleza e riqueza natural, atraindo qualquer turista ou residente que por lá passe.
O curioso é que sendo um local extremamente visitado, muita gente desconhece a existência de uma pequena capela, situada mesmo ao lado de um restaurante de paragem obrigatória.
Pouco sei acerca desta pequena capela, apenas que é conhecida como “A Capela do Ribeiro Frio “ e que tem como padroeira Nossa Senhora de Fátima, por isso é natural que seja uma capela com menos de 100 anos, tendo em conta que o culto a Nossa Senhora de Fátima data do século passado.

domingo, fevereiro 05, 2006

Pôr-do-Sol II


Estava a dar uma olhadela às minhas fotos e descobri o Pôr-do-Sol que já havia partilhado convosco há cerca de 3 meses atrás.
Achei curiosa a diferença entre as cores do céu e do próprio Sol. Agora existe mais azul, mais cinzento e o amarelo-torrado do Sol está mais apagado. Apesar das baixas temperaturas ainda podemos contemplar momentos destes, mas não por muito tempo, porque o vento está gélido por aqui.
Decidi partilhar com todos vocês, uma vez mais o “nosso” Pôr-do-Sol (foto tirada ontem).

sábado, fevereiro 04, 2006

Tribunal de Santa Cruz


Edifício construído em 1931, para substituir as antigas instalações destruídas em 1928 por um incêndio, sendo de salientar a sua imponência e beleza arquitectónica bem acompanhada por um jardim muito bem concebido e tratado.
O Tribunal de Santa Cruz, pertence á Comarca de Santa Cruz, abrangendo a área territorial dos concelhos de Santa Cruz e Machico, pertencendo ao círculo judicial do Funchal.

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Coralina


A Coralina – Erythrina crista-galli – é uma árvore de pequenas dimensões (cerca de 7m) e de folhagem caduca. As folhas são grandes, medem cerca de 28cm, têm formato de lança, são aveludadas e um pouco rígidas. As flores vermelhas são mais pequenas que as folhas (5cm) e estão dispostas em belos “cachos”; são parecidas aos antúrios, diferenciando-se na textura, tamanho e “exposição”, a Coralina é mais “reservada”, mais fechada sobre si. O tronco e ramos são fortes e espinhosos. É uma árvore que prefere ambientes abaixo dos 300m. Esta espécie originária do Brasil começa a ser comum nos jardins do Funchal e normalmente floresce entre Março e Setembro.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Ilhéu do Campanário




Pequeníssimo ilhéu localizado na costa da freguesia do Campanário, concelho da Ribeira Brava, também conhecido como o Ilhéu da Lapa.
Reza a história que foi este ilhéu que deu nome á freguesia, pois na altura das descobertas tinha a forma de uma torre de sinos, ou melhor de um campanário de uma igreja.
Com o decorrer dos anos a erosão provocada pelas ondas do mar e os ventos, destruiu parte do ilhéu, dando-lhe outra imagem que não tem nada a haver com aquela vista pelos descobridores da ilha, por isso não estranhe não conseguir identificar um campanário através da forma actual.

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Antúrio


O Antúrio – Anthurium andraeanum – é uma planta herbácea muito utilizada em ornamentação. Tanto as folhas como as flores são rígidas, possuem um brilho que a torna como que artificiais e têm formato de coração, só que nas folhas o formato é mais comprido. É uma planta de vaso que gosta muito de ambientes quentes mas com sombras. É muito cultivada aqui na Madeira; tanto em locais abertos como em estufas. a cor mais comum é o vermelho, mas existem em tons de rosa e em branco também
A floração desta espécie originária da Colômbia dá-se durante todo o ano, mas o ponto alto desta flor duradoura dá-se entre Abril e Outubro.