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quinta-feira, outubro 23, 2008

Phallus maderensis















Por mais de uma vez referi neste meu espaço que nutro uma particular paixão pelo reino dos fungos, contando sempre com o apoio e ajuda da Taninha e do grande amigo Luiz Franquinho, outro apaixonado pelo mundo dos cogumelos.


Numa das actividades da Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal do ano passado, mais concretamente no passeio realizado a 6 de Outubro entre o Pico das Pedras e a Cova da Roda, no Concelho de Santana, encontramos um fungo facilmente identificado como sendo do género Phallus, parecendo à primeira vista o fabuloso Phallus Indusiatus, que ainda não foi descrito para a Madeira, mas ao contrário deste, o característico véu não cobria a gleba, estando localizado na base. Este pormenor intrigou-nos, mas pensamos que poderia tratar-se de uma má formação, por isso posteriormente voltamos ao local e então encontramos mais três exemplares, exactamente iguais ao primeiro encontrado.
Então, depois de registado em fotografia, foi colhido um exemplar e entregue ao Prof. Miguel Menezes de Sequeira da Universidade da Madeira, uma das pessoas que nos tem ajudado e dado apoio, que fez o exemplar chegar ao Prof. Francisco Diego de Calonge do Real Jardim Botânico de Madrid, um micólogo com mais de 400 obras publicadas entre livros, artigos e documentos, entre eles a Lista de cogumelos para a Madeira publicada em 2003. Este investigador concluíu que tratava-se de uma espécie que ainda não tinha sido descrita no reino dos fungos, ou seja tratava-se de um cogumelo novo para a ciência. Tendo-o baptizado como Phallus maderensis, descrito e publicado no Boletim da Sociedade Micologica de Madrid nª32 de 2008, nas páginas 101-104.


Claro que para nós é um orgulho, este pequeníssimo contributo para o conhecimento do mundo dos fungos, mas o mais importante que este acontecimento nos proporcionou foi dar-nos mais força e vontade para estudar e aprender a compreender o misterioso mundo dos fungos, embora o aumento das responsabilidades faça ser cada vez mais difícil manter esta paixão por estes pequenos seres vivos fundamentais para a vida na Terra caracterizados por uma aura misteriosa que fá-los aparecerem por todo o lado em todas as condições e com as mais diversas cores e formas, embora sendo ignorados por quase todo o mundo e por vezes até alvo da incúria humana.



sábado, maio 27, 2006

O Príncipe


Hoje resolvi postar acerca de uma das maiores paixões da minha vida, os cogumelos, entenda-se que gosto de estuda-los não de come-los, pois além de ser muito perigoso ingeri-los sem ter toda a certeza quanto à sua edibilidade, acho-os demasiado bonitos e curiosos para destruí-los.
O Príncipe – Agaricus augustus – é um cogumelo bastante admirado por todos aqueles que se interessam por cogumelos, tudo devido á sua beleza e imponência, sendo sem sombra de dúvidas, um dos melhores exemplares que podemos encontrar.
Aqui na Madeira é bastante raro, aparecendo nos fins de Outubro, e no mês de Novembro, preferindo terrenos ocupados por coníferas.
O seu nome, provavelmente deriva do Imperador César Augusto, tudo por causa da sua aparência, é um cogumelo, imponente, nobre, digno, majestoso, tal como um grande imperador.

sábado, fevereiro 25, 2006

Amanita-mata-moscas


Sabe sempre bem recordar imagens dos tempos em que éramos crianças. Desta vez, optei pelos cogumelos, aqueles vermelhinhos com pintinhas brancas.
Também conhecido por Mata-bois ou Frades-de-sapo, o Amanita-mata-moscas – Amanita muscaria – é uma espécie venenosa. Ao surgir do solo é uma bolinha totalmente branca, ganhado cor e forma com o tempo.
O seu chapéu começa por ser uma bola e ao evoluir torna-se num círculo achatado (em alguns casos parece uma pizza); as cores já todos nós sabemos: vermelho com pintinhas brancas (com a maturidade as pintinhas vão desaparecendo, até que por fim restam muito poucas). Por debaixo do chapéu, este cogumelo é todo preenchido por lâminas brancas. Ainda referente a esta parte da espécie, é curioso as formas que alguns ganham por apanhar muita chuva: ficam quase totalmente voltados para cima exibindo as suas lindas lâminas e nunca escondendo a sua bela cor.
Quanto ao pé, o comprimento varia de indivíduo para indivíduo, mas normalmente é alongado, a sua base é arredondada e mais larga que o resto do pé; para além de todas estas características, a mais importante é a existência de um anel descendente e com final frisado (muito semelhante a um véu).
É muito importante ter sempre em mente que esta é uma espécie venenosa.

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Ramaria flava


Já foi falado neste espaço, a riqueza que a Madeira apresenta em fungos e cogumelos, ora aqui temos mais um fungo, que para não variar apresenta uma forma curiosa, a de um coral.
Muito ramificado, e de cor amarelo ovo, mas com base branca, o Ramaria Flava apresenta ramos em forma de U ou V, que normalmente acabam em duas pontas, podendo atingir os 20 cm de altura.
Cresce no solo, em zonas pouco expostas ao sol e ricas em folhas caídas ou matas humídas, sendo comum na Madeira de Outubro a Março.