segunda-feira, dezembro 08, 2008

Galinha-de-água (Gallinula chloropus)


Esta ave é conhecida pelo seu padrão e pela sua discrição.
Preta de patas amarelas, bico vermelho com extremidade igualmente amarela, o seu som é agudo e estridente sobressaindo onde quer que esteja.
Gosta de locais húmidos e com vegetação densa onde se esconde de olhares curiosos.
Aqui na Madeira pode ser vista ocasionalmente na foz de algumas ribeiras, mas o seu habitat, o local onde se estabeleceu foi na Lagoa do Lugar de Baixo.
O seu número é bastante reduzido, pelo que é considerada uma espécie em risco. Em todas as visitas que fizemos à Lagoa nunca avistámos mais do que 5 indivíduos e, talvez devido à sua discrição, nunca obtivemos qualquer indício de nidificação.

quinta-feira, outubro 23, 2008

Phallus maderensis















Por mais de uma vez referi neste meu espaço que nutro uma particular paixão pelo reino dos fungos, contando sempre com o apoio e ajuda da Taninha e do grande amigo Luiz Franquinho, outro apaixonado pelo mundo dos cogumelos.


Numa das actividades da Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal do ano passado, mais concretamente no passeio realizado a 6 de Outubro entre o Pico das Pedras e a Cova da Roda, no Concelho de Santana, encontramos um fungo facilmente identificado como sendo do género Phallus, parecendo à primeira vista o fabuloso Phallus Indusiatus, que ainda não foi descrito para a Madeira, mas ao contrário deste, o característico véu não cobria a gleba, estando localizado na base. Este pormenor intrigou-nos, mas pensamos que poderia tratar-se de uma má formação, por isso posteriormente voltamos ao local e então encontramos mais três exemplares, exactamente iguais ao primeiro encontrado.
Então, depois de registado em fotografia, foi colhido um exemplar e entregue ao Prof. Miguel Menezes de Sequeira da Universidade da Madeira, uma das pessoas que nos tem ajudado e dado apoio, que fez o exemplar chegar ao Prof. Francisco Diego de Calonge do Real Jardim Botânico de Madrid, um micólogo com mais de 400 obras publicadas entre livros, artigos e documentos, entre eles a Lista de cogumelos para a Madeira publicada em 2003. Este investigador concluíu que tratava-se de uma espécie que ainda não tinha sido descrita no reino dos fungos, ou seja tratava-se de um cogumelo novo para a ciência. Tendo-o baptizado como Phallus maderensis, descrito e publicado no Boletim da Sociedade Micologica de Madrid nª32 de 2008, nas páginas 101-104.


Claro que para nós é um orgulho, este pequeníssimo contributo para o conhecimento do mundo dos fungos, mas o mais importante que este acontecimento nos proporcionou foi dar-nos mais força e vontade para estudar e aprender a compreender o misterioso mundo dos fungos, embora o aumento das responsabilidades faça ser cada vez mais difícil manter esta paixão por estes pequenos seres vivos fundamentais para a vida na Terra caracterizados por uma aura misteriosa que fá-los aparecerem por todo o lado em todas as condições e com as mais diversas cores e formas, embora sendo ignorados por quase todo o mundo e por vezes até alvo da incúria humana.



terça-feira, janeiro 08, 2008

Eira do Mourão




Depois de algum tempo de ausência, nada melhor do que um daqueles locais que me fazem lembrar o quão bonita e interessante é a nossa terra.

Sítio da freguesia e concelho da Ribeira Brava, a Eira do Mourão é um daqueles sítios encravados nas serras da Madeira, que devido ao difícil acesso permaneceram escondidos durante anos a fio, onde as pessoas viviam da agricultura, praticamente isoladas do exterior.
Durante muitos anos funcionou ali uma Escola Primária, sendo este o único edifício público do sítio, tendo sido desactivado em 2004 quando já se encontrava em degradação. Depois de restaurado o edifício foi transformado num Centro de Convívio.
Apesar de vermos um grande número de casas e terrenos abandonados, reflexo da procura duma vida melhor por parte das pessoas da terra, é interessante notar o aparecimento de novas habitações, o que de certeza não é alheio à estrada recentemente construída.
Para os amantes das caminhadas a pé, é de referir o trajecto através da Levada do Norte que passa junto à Eira do Mourão, pudendo também ser utilizada a vereda que atravessa este sítio até a Fajã da Ribeira em direcção à Ribeira Brava, como alternativa.

domingo, setembro 23, 2007

Colectiva de Fotografia 2007


Tânia Freitas

Ana Rita Baptista

Carlos Soares com alguns convidados

Miguel Ângelo em entrevista

Carlos Soares

Fernando Vieira

Emanuel Rocha

A Mouraria esteve duplamente de parabéns com as inaugurações da passada Terça-feira, dia 18 de Setembro de 2007.

A Colectiva de Fotografia 2007, em que os artistas fotográficos Ana Rita Baptista, Bruno Côrte, Carlos Soares, Emanuel Rocha, Fernando Vieira, Marta Leon, Miguel Ângelo, Ricardo F. e Tânia Freitas puderam expôr os seus trabalhos foi largamente elogiada e prova que, como diz o próprio director da Galeria “A Fotografia também tem o seu lugar numa Galeria de Arte”.

À parte da Colectiva foi também inagurada uma nova instalação no Project Room “London, Wroclaw, Praha, Kraków, 14 dias Maio 2006, Caldas da Rainha, 30 dias, Agosto 2006” da autoria de Nuno Santos.

Aconselhamos todos a visitar esta Galeria, pois os trabalhos apresentados têm muita qualidade e são muito interessantes.

A Mouraria Galeria de Arte situa-se na Rua da Mouraria, nº38 e o seu Horário de funcionamento é das 10h00 às 13h00 e das 15h00 às 19h00 de Segunda a Sexta e das 10h00 às 13h00 no Sábado e a entrada é gratuita.

Penso que uma vez mais o fundador deste Blog e a sua ajudante (ausente) estão de parabéns pelo trabalho realizado que, de certo modo, divulgam a nossa linda Madeira.

sexta-feira, julho 06, 2007

Exposição "Cogumelos na Madeira"



Quem me conhece ou segue este blog, sabe do meu interesse pelo mundo dos Fungos, interesse esse que vem desde os primeiros passeios pedestres que fiz pelas serras e levadas da Madeira. Intrigou-me desde o início o facto destes pequenos seres estarem presentes em quase todo o lado, com aquelas formas curiosas e cores fantásticas, sempre denotando uma grande diversidade e capacidade de ambientação.
Este interesse levou-me ao longo destes anos a juntar fotos e dados, adquirindo livros e pesquisando, sempre na expectativa de conhecer melhor a Flora Micológica da nossa ilha, mas não tem sido uma tarefa fácil, pois a juntar a enorme complexidade que o mundo dos Fungos nos reserva, temos a juntar a cada vez maior falta de tempo, pois isto não passa de um passatempo e as responsabilidades da vida têm aumentado.

Também já referi que sou sócio da Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal (AAPEF), participando regularmente nas acções da Associação.
Sabendo do meu interesse nesta área e conhecendo algumas fotos minhas, o Presidente da Associação, Dr. Raimundo Quintal, em nome da mesma, convidou-me para expor algumas dessas fotos, numa exposição temática inserida na celebração do 11º aniversário da AAPEF, claro que aceitei, além de ser uma maneira de mostrar o meu trabalho também será uma boa oportunidade para dar a conhecer e sensibilizar as pessoas para um mundo ainda muito desconhecido e muitas vezes ignorado.
Desde já agradeço ao Dr. Raimundo Quintal e a AAPEF, pelo convite e confiança no meu trabalho, agradeço também ao Eugénio Santos o seu trabalho na preparação e montagem da exposição.
A exposição terá lugar no Átrio da Câmara Municipal do Funchal, estando a sua inauguração marcada para a próxima Segunda-feira, 9 de Julho, pelas 17:30, com o título ‘Cogumelos na Madeira’.
É com muito prazer que convido todos os interessados a estarem presentes na sessão de abertura ou a visitá-la durante as próximas duas semanas. A exposição encontrar-se-á aberta ao público até o dia 23 de Julho, durante o horário de funcionamento normal da Câmara Municipal do Funchal.

Mas toda esta paixão pelos Fungos, nunca poderia ter sido possível sem a ajuda de algumas pessoas, que como não poderia deixar de ser, merecem um agradecimento especial, estou a falar da Tânia (Taninha), minha amada, grande impulsionadora e companhia desde o início na maioria das visitas de estudo por toda a ilha, sempre paciente a meu lado, muitas vezes sacrificando o seu próprio tempo livre para me ajudar, recolhendo também material fotográfico, não fosse ela uma grande fotógrafa; agradeço também à minha família por compreender a minha ausência e apoiar, e ao Sr. Luiz Franquinho, camarada nos estudos dos cogumelos, sempre pronto para ajudar e partilhar os seus conhecimentos, sem dúvida muito importantes.
Por fim agradeço também ao Prof. Diego de Calonge do Real Jardim Botânico de Madrid, a ajuda na identificação de alguns Cogumelos, e ao Dr. Menezes de Sequeira da UMA, pelo trabalho efectuado sobre a Micologia da Madeira, um último agradecimento a todos os amigos e conhecidos que sabendo do meu interesse vão me facultando informações e apoiando.

Termino com dois apelos:

1º - É importante saber que existem cogumelos comestíveis e outros venenosos, sendo em alguns casos muito difícil distingui-los, por isso nunca colha cogumelos com base em ditos antigos ou crendices, deixe a recolha de cogumelos para os especialistas na matéria, é sem vergonha que digo-vos que apesar de estudá-los há já algum tempo nunca os colhi para comer, mas também não sou especialista nisto, apenas um simples curioso.

2º - Quando alguma vez tiverem o privilégio de estar perante um cogumelo, não o destruam, lembrem-se que ele também tem direito a existir, fazendo parte de um ecossistema, digo isto porque já me aconteceu chegar a locais e encontrar cogumelos destruídos, parecendo terem sido pisados e pontapeados.

quinta-feira, maio 17, 2007

Miradouro do Fio


Situado na Ladeira dos Zimbreiros, freguesia da Fajã da Ovelha, concelho da Calheta, o Miradouro do Fio é um local privilegiado para desfrutar a paisagem oeste da vila do Paul do Mar.
O nome advém de no miradouro ter sido instalado noutros tempos um Fio de Carga, que servia para transportar mercadorias que abasteciam a freguesia da Fajã, evitando assim que as pessoas subissem a íngreme ladeira com enormes cargas às costas.
Felizmente, o antigo Fio e as ruínas do armazém que o mantinha, estão relativamente preservados, o que aumenta em muito o valor do Miradouro.Começando a descer a Ladeira dos Zimbreiros o Miradouro fica a 10 minutos de distância, mas para aqueles que têm mais tempo, capacidade física e gostam de caminhadas aconselha-se a descida pela Ladeira até à Vila do Paúl do Mar, sem duvida um percurso muito bonito e agradável.

domingo, maio 13, 2007

Uveira da Serra


Todos os anos a Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal dedica um dia a uma actividade saborosa: a apanha da Baga da Uveira da Serra – Vaccinium padifolium – que se encontra em flor entre Maio e Agosto e dá-nos o seu fruto nos meses seguintes.
É uma espécie muito frequente a maiores altitudes, estando em maior destaque dentro da área do Parque Ecológico.
Este arbusto chega a atingir mais de 5m de altura, onde as folhas verdes em forma de elipse com cerca de 5cm de comprimento cobrem quase completamente a Uveira.
Os galhos mais recentes têm uma coloração avermelhada enquanto que os mais antigos conquistam a cor esverdeada e acastanhada.
As flores têm a forma de sino e a sua coloração é varia consoante a sua maturidade entre o verde, o branco, o amarelo suave e o rosa. Depois de todas estas fases coloridas é a vez do fruto começar a sua transformação do verde para o “quase” preto. Escondem-se entre as folhas, mas são também numerosos comestíveis e muito saborosos.
Para terminar saliento apenas que se trata de mais uma espécie endémica da Madeira.

quarta-feira, abril 04, 2007

Vigias de Baleias


A Ponta do Garajau é um local de visita obrigatória para todos aqueles que nos visitam, não deixando também de ser muito procurado pelos residentes, principalmente nas tardes de domingo.
Tudo isto por causa da enorme estátua do Cristo-Rei, e da fantástica vista sobre praticamente toda a costa do concelho do Funchal.Mas hoje não vou falar de nada disso.

Quando chegamos junto ao varandim por debaixo do Cristo-Rei e olhamos para o mar, vemos a escassos metros, uma pequena construção em cimento que parece abandonada, foi uma coisa que sempre me causou grande curiosidade. O que seria e para que serviria?

Na década de 40 do século passado, com a Europa em guerra foram construídas um pouco por todo o arquipélago pequenas vigias, a finalidade destas vigias era controlar os submarinos inimigos. Nessa mesma altura inicia-se na Madeira a caça à Baleia, sendo desde logo, estas pequenas vigias (6 na ilha da Madeira, 3 nas Desertas e 2 no Porto Santo) aproveitadas pelos baleeiros para vigiar o aparecimento de Baleias.
Com o fim desta actividade, as vigias foram votadas ao abandono, tendo a maioria desaparecido, e mesmo a da Ponta do Garajau está neste momento bastante degradada, parecendo ser usada como wc.

sábado, setembro 09, 2006

Erva-arroz


Planta herbácea que não atinge grandes dimensões em altura, mas espalha-se com imensa facilidade.
A Erva-arroz - Sedum farinosum - é uma planta suculenta e duradoura, é também muito ramificada.
As folhas gordas e minúsculas (inferiores e 1cm) reunem-se em vários grupos erguidos. A sua coloração é de um verde suave que contrasta com o avermelhado de outras pétalas.
As flores são terminais, medem pouco mais de 1cm, são brancas e em algumas delas são bem visíveis algumas linhas avermelhadas também.
Esta espécie é endémica da Madeira que pertence à família das Crássulas e desabrocha entre Junho e Outubro.

terça-feira, setembro 05, 2006

Forte de São Bento


Localizado no centro da vila da Ribeira Brava, o Forte de São Bento foi mandado construir pelo fidalgo Duarte Pereira no início do sec. XVIII.
Existem referências que apontam, que cerca de cem anos após a sua construção, o mesmo se encontrava em ruínas, tendo sido substituído por outras duas fortificações que garantiam a segurança da vila, mas o aluvião de 1803, arrasou-as completamente.
Entretanto, o Forte se São Bento continuou em ruínas, votado ao abandono, até que em 1916 iniciou-se a sua recuperação, tendo as ruínas dado lugar a um edifício digno de toda a história que representa, sem duvida o principal monumento da vila da Ribeira Brava.
Actualmente o Forte é conhecido pelo nome de Forte da Ribeira Brava, sendo usado como posto de informação para o turismo e também por vezes como local de exposições artísticas.

sexta-feira, setembro 01, 2006

ON - Old and New


Depois de um longo período de merecidas férias, o Vagueando pela Madeira volta em força com a 1ª novidade do mês: o Projecto ON (Old & New).

É um projecto de solidariedade social e que tem por objectivo (também) dinamizar a Zona Velha da cidade.

O evento vai decorrer na Zona Velha (claro) entre as 17h00 e as 23h00 de 1 a 3 de Setembro.

As obras que vão ser criadas pelos artistas convidados e outras mais que serão doadas pelos mesmos, serão leiloadas num jantar-leilão no Hotel Porto Santa Maria pelas 20h00 do último dia.

Ao vivo e a cores poderá presenciar à criação de diversas obras na área da escultura, pintura, desenho, artesanato, arranjos florais e, como não podia deixar de ser, toda esta animação será coberta por uma foto-reportagem.

Sem alongar mais este post, deixo-vos o endereço do Blog criado para este evento, onde poderá encontrar mais detalhes sobre toda a animação que está programada para estes 3 dias.

http://onbyportobay.blogspot.com/

terça-feira, agosto 15, 2006

VII Torneio Fernando Justino Ramos


Realizou-se no último fim-de-semana, a sétima edição do torneio de futebol sub-19, Fernando Justino Ramos, uma organização a cargo do Clube de Futebol União.
O evento decorreu no complexo desportivo do clube, no sítio do Vale Paraíso, freguesia da Camacha e teve a participação da equipa da casa e dos três maiores clubes de Portugal, o FC Porto, o Sporting CP e o SL Benfica.
O torneio teve início no Sábado, com a vitória do Sporting sobre o CF União por 2-1 e com a folgada vitória do Benfica sobre o FC Porto por 4-0. Para o Domingo ficou guardado o jogo para terceiro e quarto lugar, disputado entre o FC Porto e o CF União, tendo o jogo acabado num empate a 2, sendo necessário recorrer ao desempate por grandes penalidades, onde a vitoria sorriu à formação da casa por 7-5.
Na grande final entre os rivais lisboetas, o SL Benfica foi mais feliz e acabou por vencer o Sporting CP, já nos descontos por 1-0.
Saliente-se o facto de ao contrário do que foi publicitado, apenas o CF União e o SL Benfica apresentaram as equipas juniores, o FC Porto apresentou a equipa juvenil, pois a de juniores esteve este fim-de-semana a participar no torneio Internacional do Porto e o Sporting CP apresentou um misto de juvenis e juniores, porque a equipa júnior estava em Espanha.
Mas o mais importante foi termos tão prestigiadas colectividades aqui na Região, sem dúvida uma excelente propaganda para o futebol jovem, que mobilizou um número agradável de espectadores nos dois dias de competição.
Pena o preço dos bilhetes ter sido um pouco puxado, pois 10 € para os 4 jogos pode até não ser muito, mas se tivermos em conta que eu gosto de levar a família, o número acaba por multiplicar-se, o que sem dúvida foi o aspecto negativo do evento.

sexta-feira, agosto 11, 2006

Pequena Garça


Mede pouco mais de 50cm e é cada vez mais frequente na Região Autónoma da Madeira. Falo-vos da Pequena Garça – Egretta garzetta – ave migratória que pode ser observada em vários pontos da Madeira e Porto Santo, como por exemplo na Lagoa do Lugar de Baixo, Ribeiras do Funchal, Parque de Santa Catarina e em várias represas do Porto Santo. O comum é a água, habitat onde melhor se adapta esta ave.
Não é conhecida nenhuma tentativa de nidificação aqui na ilha, mas a sua população (visitante) tem vindo a aumentar de ano para ano.
É caracterizada por ser uma ave muito desconfiada e assustada.
Quanto ao seu aspecto físico, para além do pequeno tamanho, tem patas amarelas e um pouco grandes em relação ao corpo, as suas pernas e bico são pretos e o seu corpo é totalmente branco assim como a sua “crista” (plumagem ornamental característica desta espécie).
A sua alimentação limita-se ao que é encontrado na água – peixes, insectos, rãs, etc.

terça-feira, agosto 08, 2006

Ilhéu de São José



Já neste espaço tive a oportunidade de falar num dos dois ilhéus que se encontram na baia do Funchal, ligados a terra por meio de uma estrada e de grandes muralhas, fazendo hoje parte do Porto do Funchal, também conhecido como a Pontinha. Por isso hoje destacarei o outro ilhéu, o de S. José.
O mais pequeno dos dois, o Ilhéu de S. José é também o que está mais perto de terra, obtendo por esse facto uma enorme importância desde a altura da descoberta, pois era usado como local de desembarque quando as condições marítimas, não permitiam faze-lo na praia e mais tarde, após a ligação a terra, em 1776, passou mesmo a ser a principal porta de entrada e saída de toda a ilha.
O Ilhéu também ganhou grande importância devido ao facto de desde o inicio ter sido lá implantado um pequeno forte, que ao longo dos anos teve as mais diversas utilizações, na sua maioria nada condizentes com o estatuto de uma das primeiras fortalezas de toda a ilha.
Em 1903 os governantes resolveram vender o ilhéu a particulares, tendo este sido adquirido pela firma Blandy, permanecendo nesta família até que ano 2000 quando um grupo de madeirenses resolveu adquiri-lo, com a finalidade de revitalizar aquele espaço dando-lhe o tratamento devido e merecido.
É sem duvida uma atitude louvável, agora só espero que o forte não se transforme em mais um restaurante ou bar pois se era mau, ver aquele espaço ao abandono, penso que também não será bom ver um espaço de muita história e que à muitos anos visito, transformado num estabelecimento igual a tantos outros.
Uma palavra de censura aos governantes madeirenses que tiveram oportunidade de readquirir aquele espaço e fazer dele um local de referência cultural, e nada fizeram.
Quem quiser saber mais sobre o Forte de S. José, visite o http://www.fortesaojose.com/.

sábado, agosto 05, 2006

Segredos da Mãe Natureza



Está patente no Museu Monte Palace, situado no Jardim Tropical Monte Palace, no Monte, uma colecção de Minerais e Gemas intitulada Segredos da Mãe Natureza.
Aproveitando o fascínio que estas preciosidades exercem sobre o Homem, e alimentando também a sua paixão por colecções, o Comendador José Berardo (Fundação Berardo) compôs esta maravilhosa colecção durante 15 anos.
Como já vem sendo hábito seu, partilha as suas colecções com todos os que por elas se interessam.
Neste caso a colecção é constituída por exemplares vindos de Portugal, Brasil, África do Sul, Zâmbia, Peru, Argentina e América do Norte.
Ao visitar a exposição ver-se-á invadido por um sentimento de calma graças à música de fundo. Quanto aos minerais, creio que não conseguirá resistir a ver e analisar cada um dos cerca de 1.000 lá existentes, cada um mais belo que outro.
Resta-nos deixar o horário de funcionamento do Jardim – 9h30 às 18h00 – e do respectivo Museu – 10h30 às 15h30 – e desejar uma boa visita.

quarta-feira, agosto 02, 2006

Jardim de Plantas Indígenas de São Vicente



Construído em 1989, pelo Clube de Ecologia Barbusano, com a ajuda do Fundo Mundial para a Natureza (WWF), e da Câmara Municipal de São Vicente, o Jardim de plantas Indígenas de São Vicente, foi criado com base em três objectivos:
- Preservação dos endemismos madeirenses e espécies indígenas da Macaronésia.
- Utilização do Jardim como núcleo de Educação Ambiental
- Atracção turística sobre o valioso património botânico da Madeira
Com uma localização privilegiada, mesmo no centro da Vila de São Vicente, o jardim aquando da sua criação ocupava uma área de 2200 metros quadrados, podendo ser considerado um caso de sucesso, pois muitas das cerca de 50 espécies de plantas lá cultivadas resistiram e ainda hoje podemos apreciar belos exemplares.
Depois de obras realizadas, o Jardim foi novamente inaugurado, a 21 de Junho de 2004, agora com o nome de Jardins de São Vicente, mas com metade do tamanho, não sei que razões levaram a este reordenamento, mas de qualquer maneira é sempre um prazer visitar o Jardim de Plantas Indígenas de São Vicente, ou o que resta dele.

segunda-feira, julho 31, 2006

Violeta-da-Madeira


Violeta-da-Madeira – Viola paradoxa – é, das espécies endémicas da Madeira, a mais rara.
O seu nome – paradoxa – advém do contraste entre o nome a a sua cor real – Violeta/Amarela.

Com o mesmo formato que o Amor-perfeito e ainda com pequenas semelhanças à Violeta-brava, esta planta herbácea e tem uma duração que ronda os 3 anos.

Com folhas de um verde forte, resistentes e lanceoladas esta planta não tem tendência para atingir grandes proporções e dispõem-se de uma maneira quase sempre prostrada (contudo pode ser encontrado algum exemplar que fuja à regra).

As flores amarelas com riscas acastanhadas que surgem do centro, são compostas por cinco pétalas, assim como as outras Violas e medem cerca de 3cm.

De facto, a sua raridade torna-a ainda mais bela e apetecida, no entanto a sua época de floração já passou e só será possível admirá-la nos arredores do Pico do Areeiro ou Pico Ruivo entre Abril e Julho do próximo ano, no entanto não será invulgar encontrar alguns exemplares que ainda ornamentam alguma escarpa.

sábado, julho 29, 2006

Capela de Nossa Senhora do Livramento


Situada no Sitio do Livramento, freguesia e concelho da Ponta de Sol, a Capela de Nossa Senhora do Livramento foi fundada por Diogo Ferreira de Mesquita e sua esposa D. Isabel de Meneses no ano de 1656.
Durante muitos anos foi local de grandes celebrações e romarias, algo que hoje em dia já não acontece, embora a sua festa continue a se realizar anualmente e com alguma pompa, sempre no primeiro fim-de-semana após o 15 de Outubro.
Na Madeira existem ainda pelo menos, outras três capelas invocando a Nossa Senhora do Livramento, na Calheta, no Monte e em S. Vicente, tendo existindo em tempos também uma no Caniço, entretanto perdida.

quinta-feira, julho 27, 2006

Urze-das-vassouras


Uma outra Erica endémica da Madeira, é a Urze-das-vassouras ou Urze-durázia – Erica platycodon – arbusto com cerca de 3m de altura muito ramificado e persistente.
As folhas verdes são resistentes, lineares e medem cerca de 1cm.
As flores são brancas com interior vermelho/acastanhado têm forma de sino e estão dsipostas aos cachos nos galhos.
É muito comum encontrarmos esta espécie em zonas de floresta Laurissilva e pode ser encontrada em flor de Abril a Junho.
De facto, esta espécie tem conquistado o seu espaço da Flora madeirense. Neste caso a Natureza tem um papel muito importante pois com a ajuda do vento tem espalhado as sementes da Urze e fá-la brotar espontaneamente.

terça-feira, julho 25, 2006

N.R.P."Andrómeda"



Quem tem ido nos últimos tempos ao Funchal, de certo que já reparou num pequeno navio de cor branca com uns numeros no casco, que se encontra atracado junto ao molhe da pontinha, trata-se de uma lancha hidrografica da marinha portuguesa, a N.R.P. “Andrómeda”.
A Andrómeda, é uma lancha concebida para actividades de investigação hidrográfica e oceanográfica, em estuários e zonas costeiras.
Embora normalmente seja usada em trabalhos de utilidade científica, também pode ser utilizado para fins militares.
Depois de construída nos Estaleiros do Arsenal do Alfeite, foi lançada à água a 12 de Dezembro de 1985, tendo iniciando a sua actividade operacional em Maio de 1987, com o número de amura A 5203.
A sua vinda á Madeira prende-se com a realização de trabalhos topo-hidrográficos na costa norte da ilha da Madeira e nas Desertas, para posterior elaboração de cartas náuticas actualizadas, pois as actuais datam do longínquo ano de 1937.
Encontra-se na região desde o dia 21 de Junho, partindo esta semana para Lisboa, depois de finalizados os trabalhos que ocuparam a sua estadia no Arquipélago durante cerca de um mês.